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Comunicado
Rio de Janeiro 30 de julho de 2010
O Instituto Comáfrica comunica que sua Presidente, a Dra. Jennifer Dunjwa Blajberg, faleceu nesta madrugada aos 67 anos de idade. |
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A Dra. Jennifer , sul-africana e militante contra o apartheid nasceu na Cidde do Cabo, África do Sul em 28/2/1942 Foi professora do ensino médio em seu país e em 1967 veio para o Brasil onde trabalhou na área de ensino do inglês como língua estrangeira. Graduou-se em Direito pela Universidade da África do Sul e Doutorou se em Africanistica e Lingüística na Universidade de Viena em 1979, tendo publicado tese inovadora sobre a política de línguas sob o apartheid e formas de supera-la numa futura África do Sul democrática . Casada com brasileiro e tendo filha brasileira regressou o Brasil em 1979 tendo-se dedicado ao desenvolvimento dos Estudos Africanos no país e à construção da solidariedade entre os povos do Brasil, África do Sul e Namíbia na luta contra o Apartheid. Fundou o Ineafric-Instituto de Estudos Africanos, foi a mentora do antigo Comitê Brasileiro de Solidariedade aos Povos da África do Sul e Namíbia- COMAFRICA e desde 2000 dedicava-se ao desenvolvimento do nosso Instituto. Com espírito indomável , amor à vida e capacidade de manter a África do Sul e seu povo tão próximos do seu coração e mente e dos corações e mentes do povo brasileiro, inspirou povo brasileiro no posicionamento contra o apartheid e na luta contra o racismo.
Entre 1980 e 1986 foi bolsista pesquisadora do CNPq tendo produzido no sentido do desenvolvimento dos estudos africanos no Brasil. De 1979 a 1994 viajou incansavelmente pelo Brasil levando a mensagem da luta contra o apartheid e contra o racismo, fez articulações para a visita de Nelson Mandela ao Brasil após sua libertação
JENNIFER FEZ AQUI a guerra ao apartheid e será lembrada para sempre na Memória brasileira dos Estudos Africanos e da Cooperação Internacional com a África .
O velório será realizado na 2ª feira dia 2 na Capela do Cemitério do Ingleses à Rua da Gamboa 181, e o sepultamento e as devidas homenagens serão realizadas às 15 horas do mesmo dia.
Instituto Comáfrica
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O Instituto ComÁfrica, antigo Comitê Brasileiro de Solidariedade aos Povos da África do Sul e Namíbia – COMÁFRICA, fundado em 22.08.1985, agora presente na rede mundial Internet, dá continuidade à ponte entre pesquisa acadêmica e a efetivação da política externa como política pública pela sociedade civil no Brasil. |
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Continuando a vincular a pesquisa acadêmica à implementação da política externa como política pública, comAfrica.org traz na Área de Relações Internacionais do seu sítio a sua Memória Social que é eminentemente vinculada às relações internacionais da sociedade civil onde lançou raízes para o desenvolvimento da diplomacia cidadã, ou seja, da política externa “dos debaixo” e para a promoção da Cooperação Sul-Sul focada na sociedade civil. |
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O incremento das relações entre o Brasil e a África assim como o desenvolvimento na segunda metade do Século XX de movimentos negros contra o racismo no Brasil e de movimentos anti-racistas em escala mundial não pode deixar de considerar o papel que nisto teve a luta antiapartheid. No tocante ao Brasil a Memória Comáfrica / Comafrica Archives resgata fontes históricas alternativas para um período que vai desde meados da década de 1940 até 1994. |
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 A Diplomacia Cidadã - Século XX
João Havelange,então Presidente da FIFA e seu Secretário Geral Sepp Blatter, com Nelson Mandela,líder do African National Congress, após sua libertação em 1990, e, Sam Ramsamy, então Presidente do Comitê Olímpico Não-Racial Sul-Africano. |
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 A Diplomacia Cidadã - Século XXI
Da esq. para a direita: César A Braga (Instituto João Havelange); Prof. Antonio Carlos Ferrão, ComÁfrica (Membro do Conselho Consultivo); Dr. João Havelange, Presidente de Honra da FIFA, Dra. Jennifer Dunjwa Blajberg, ComÁfrica (Africanista,Presidente); Dr. Salomon Blajberg, ComÁfrica (Cientista Político, Diretor). |
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Africanística, Estudos Africanos, Estudos Afro-Brasileiros, eurocentrismo, afrocentrismo? Uni-, multi, inter ou transdisciplinaridade? |
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Patrick Bond, economista e professor baseado em Durban, África do Sul, desvenda os postulantes da economia da exploração que constitui a pilhagem na África neste século XXI, abre uma perspectiva otimista sobre os atuais movimentos sociais na África. |
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Deve a História da África ser inserida no estudo da História do Brasil e da História Geral através de conteúdos que enriqueçam o conhecimento sobre a participação africana na formação do Brasil e no desenvolvimento humano como um todo?
()SIM () NÃO |
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| A cultura, a arte e a criatividade africanas ao acompanhar a saga dos africanos e africanas fora da África impregnam as artes plásticas, o artesanato, o cinema, teatro e demais artes cênicas, o design, a literatura e tradições orais, a moda, a música, e até o software. |
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